
Com a eleição de uma mulher para ocupar o cargo de maior responsabilidade do Brasil – a Presidência da República, surge a dúvida: como denominar a pessoa que ocupa tão importante cargo, a Presidente ou a Presidenta?
Partindo da etimologia da palavra, esse termo tem origem no latim “praesidentis” – particípio presente do verbo “praesidere” (tomar assento à frente). Assim sendo, essa palavra é invariável desde a origem.
Em Português existe o particípio ativo (ou particípio presente) como derivativo verbal. Por exemplo: o particípio ativo do verbo “atacar” é “atacante”; o de “existir” é “existente”... Portanto, quando queremos nomear alguém com competência para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos –ante, -ente ou –inte. A noção indicada pela terminação “-nte” é a de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a estudante, o/a adolescente).
Nossa Língua não é estática. Ela se transforma conforme o uso. Sendo assim, não podemos dizer que a expressão “a presidenta” está errada, já que foi incorporada pelos mais conceituados dicionários da Língua Portuguesa. O avanço dos estudos das línguas tem consolidado uma sentença: a sonoridade, a compreensão e a beleza rítmica da palavra se sobrepõem, quase sempre, à sua característica gramatical.
Então, cabe a nós brasileiros, fazermos a escolha, mas “presidenta” é menos comum e deixa a sonoridade pesada.
Prefiro continuar utilizando o termo unissex precedido pelo artigo: “a presidente”, por achar mais elegante e mais simples.
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