sábado, 28 de junho de 2014

Seis dicas para ler mais.

1- Reserve um período do dia para ler (e leia mesmo)

Além das obrigações do dia a dia, existe muita coisa legal disputando o nosso tempo e

atenção – videogames, séries, filmes, internet, compromissos com os amigos. Por mais que
gostemos de livros, conseguir tempo para eles pode ser um desafio.
Se você não lê porque fica esperando a hora em que não vai ter nenhum outro compromisso,
está no caminho errado. Ainda mais se não for tão fã assim de leitura, pois todas as outras
atividades vão parecer mais interessantes que o livro.

2- Compre e/ou pegue emprestado mais livros do que consegue ler


É comum ouvir de leitores entusiastas frases como “Comprei tanto livro que nunca vou

conseguir ler tudo!” ou “Tenho livros que ainda nem tirei da embalagem”. Embora essas
coisas possam até ser ditas com uma culpa sincera, isso definitivamente não é motivo para se
envergonhar. O mesmo vale para quem pega livro emprestado. saber que há livros esperando
por você é um grande estímulo para a leitura. Querer ler, mas pensar que ainda será preciso
ir atrás de um livro legal pode dar preguiça e há ainda o risco de você se distrair no caminho.

3- Vá a feiras de livros


Feiras de livros são oportunidades ótimas para ajudar você a montar uma biblioteca particular

e conhecer livros e autores novos.

4- Leia mais de um livro por vez


Ter foco é bom, mas também precisamos ser flexíveis. E isso se aplica à leitura. Por mais que

gostemos de ler, nem sempre temos vontade de encarar aquele livro específico. Às vezes
estamos mais para uma leitura filosófica, outras vezes preferimos ler sobre ciência ou
queremos fugir da realidade com um pouco de literatura fantástica. A menos que
você precise ler determinada obra para a escola ou algo do tipo, não há problema em ir atrás
de um livro que agrade você naquele momento.

5- Comprometa-se a ler determinado número de páginas antes de desistir de um livro


Muita gente desiste de livros muito bons porque não gostaram das primeiras páginas. E isso

parece especialmente comum em se tratando de clássicos da literatura, muitas vezes porque
a linguagem usada é mais complicada, ou porque já começamos a leitura cheios de
expectativas ou preconceitos. Ao fim desse período de teste, você pode decidir, sem culpa,
se quer seguir em frente ou não.

6- Carregue sempre um livro na mochila


Num passado mais simples, antes de quase todo mundo ter um smartphone, era muito comum

ver pessoas lendo no transporte público ou em filas e salas de espera. Que tal pegar um livro
em vez de ficar trocando mensagens ou olhando o feed das redes sociais?


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Produções de Texto - Tema: Quando a rede vira um vício - Turma 81 - Colégio Hipólito Ribeiro



O Jovem e a Internet

Hoje em dia, não existe, possivelmente, nenhum jovem que não entre na internet e em redes sociais pelo menos uma vez ao dia.
O vício da internet se compara a qualquer outro, pois, como um alcoólico não consegue largar a bebida, alguns jovens também não conseguem largar o vício da internet.
Não conheço nenhum adolescente que não tenha um celular em q entre na internet sempre e, na maioria das vezes, dispensam os amigos da vida real pelos das redes sociais, deixando de brincar, interagir, “ratiar”, aprender mais. E isso é preocupante.
Os jovens tiram todas suas dúvidas na internet, não mais em jornais, revistas, pessoas com mais experiência, como era antigamente. Tudo bem que a internet ajude as pessoas a tirar dúvidas, mas não podemos depender só dela para tudo. Espero que isso melhore com o tempo. É possível, mas bem difícil.
Pablo Reis
8º ano

Colégio Hipólito Ribeiro


O Jovem e a Internet

Hoje em dia, a maioria dos jovens não vive sem internet, que se usada corretamente, pode ser saudável. Pesquisas, trabalhos escolares, jogos, redes sociais são um pouco do que a rede disponibiliza. Mas como tudo, a internet tem seu lado negativo como os hackers, vírus e até o vício. Alguns jovens deixam uma refeição saudável e “completa” por um sanduíche, para não ter que sair da frente do computador.
Nos tempos modernos a internet é mais importante do que moradia, comida e bebida, sair com os amigos. Mas a maioria dos “viciados” têm amigos virtuais que podem ou não ser mais legais e mais “fieis” que amigos reais. Mas não são só amigos virtuais, também surgem  namoros virtuais, o que pode levar o jovem a permanecer mais tempo na internet.

                                                                              Cecília Farias
                                    8º ano
               Colégio Hipólito Ribeiro


O Jovem e a Internet

Hoje em dia todos têm acesso a vários tipos de tecnologia, uma delas é a internet. A capacidade de conversar com os amigos e familiares, pesquisar e saber tudo sem sair de casa, basicamente tudo, na ponta dos dedos e acessar de qualquer lugar, seja por celulares ou tablets.
Porém, na internet, existem muitos perigos como aproveitadores de crianças, entre outros. Também há uma espécie de blog gigantesco chamado “Dup Web”, “o lado oculto” da internet, ponto de encontro de estupradores, assassinos e psicopatas, obviamente um perigo para as crianças e adolescentes imprudentes.
Há também um outro problema que atinge, não só crianças como também adultos, que é o vício em internet, o que muitas vezes, acaba prejudicando a relação com os familiares e amigos e também a comunicação entre todos, além de prejudicar a saúde da pessoa com o aumento de peso e problemas nos olhos. A dica que deixo aqui é para moderar no uso da web, pois existe um mundo lá fora.

Mauro Silveira
   8º ano
Colégio Hipólito Ribeiro




O Jovem e a Internet

Eu acho que os jovens estão viciados na internet, mas não muito quanto aos outros vícios. De tanto ficar na internet, torna-se um vício muito independente, eu sou viciada na internet e quando não estou usando-a, parece q me falta algo. Isso é uma crise de abstinência que dá quando a pessoa está desconectada. E acredito que os jovens que tem esse vício também passam por essa crise.
Quem tem esse vício deveria tentar ficar um pouco menos na internet, o qual é muito difícil para quase todos. Certo seria ficar até duas horas diárias, mas é quase impossível para os jovens. Ao invés de usar muito a internet, passar a viver mais no mundo real e pouco no virtual, deixar aquele tempo exagerado na internet e fazer outras atividades, ter mais contato com as pessoas e com a natureza.
Isso tudo é uma tarefa muito difícil para os jovens. Ter que ficar mais desconectado do mundo virtual, mas por outro lado, irá ser melhor, não digo que os jovens parem de usar a internet, e sim, digo para usarem com moderação.

                 Amanda Souza Castro
                          8º ano

Colégio Hipólito Ribeiro




Jovens e seus Computadores

                Atualmente, grande parte dos jovens prefere estar na internet a estar com amigos. Tudo isso se dá pela facilidade de não sair de casa para falar com as pessoas, saber de tudo o que ocorre no mundo sem sair do conforto do sofá.
Crianças com idades entre 4 e 6 anos preferem usar o computador a brincar na rua com os amigos.
Cada dia mais, as fábricas criam opções novas em seus computadores para vender mais e isso faz com que as pessoas nunca estejam satisfeitas, estimulando assim a concorrência entre os concorrentes.
Os brasileiros são os terceiros na lista que mede o nível em que as pessoas usam as redes sociais, ultimamente, computador é praticamente um item necessário na casa de um brasileiro, é quase impossível ir a uma empresa ou casa que não tenha pelo menos um computador, é a maior facilidade juntamente com a internet, só abrir uma página e pesquisar, falar com quem se quer.
Atualmente o computador e a internet não são somente utilizados para pesquisas ou redes sociais, fábricas de eletrodomésticos, automóveis, etc. utilizam a internet e dispositivos de comunicação para dirigir, programar outras máquinas para facilitar o trabalho de seus funcionários e para que seus clientes não precisem sair de seu conforto.
Hoje em dia, a internet é uma grande facilidade que pode virar um vício e precisa de tratamento.
Chat, pesquisas, entre outras atividades que fazem cada vez mais a internet ganhar adeptos todos os dias.

                   Alexandre de Lima
                          8º ano
Colégio Hipólito Ribeiro


O Jovem e a Internet

Os jovens, hoje em dia, têm uma relação muito intensa com a internet. Em alguns casos, essa relação os torna totalmente dependentes dela. Isso acaba atrapalhando sua vida. Ele cria uma nova vida “própria” dentro da internet, com amigos de outras cidades, ou até países, os chamados amigos virtuais. Isso impede a criança ou o adolescente deter uma relação mais verdadeira com pessoas que estão perto deles. Ele se isola, não conversa mais com sua família. Isso é um grande problema, pois a família é muito importante para os jovens, porque com ela, pode aprender muitas coisas e até mesmo, pode perder momentos únicos.
Eu acho que o jovem não deve parar de usar a internet, pois é uma fonte muito importante de sabedoria, mas devem usá-la de maneira cautelosa.
      
 Hélio Larré                                                    
      8º ano

Colégio Hipólito Ribeiro



A internet e o mal que ela causa

Nos últimos anos, a internet tem ganhado um grande espaço no nosso dia a dia, com seu lado bom e ruim. Temos com ela acesso a muitas informações e ajuda em trabalhos escolares. Mas as coisas mudaram com a criação das redes sociais e as pessoas começaram a ficar mais tempo com os amigos virtuais do que com os reais, passam mais tempo jogando on-line do que se exercitando ao ar livre.
Então a internet virou um vício assim como o álcool e as drogas, começou a consumir a vida e o tempo das pessoas e elas não se dão conta disso, porque ninguém vê que uma coisa tão útil pode deixar as pessoas tão dependentes.
Com esse vício perdemos parte do nosso conhecimento, por exemplo, com a escrita nas redes sociais esquecemos coisas como a grafia das palavras e com os jogos perdemos parte da coordenação motora.
O certo seria ficarmos duas horas por dia na internet, mas ninguém, hoje em dia, consegue ficar apenas esse tempo e assim ela vira um vício cada vez maior.

               Yan Amaro                                                                       
                          8º ano
Colégio Hipólito Ribeiro


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Leitura na Escola


Dia desses estava pensando a respeito de um trabalho de leitura que faço com meus alunos, o qual consiste na leitura de um livro por trimestre e que vale uma boa parcela da nota total. O que me surpreende é que muitos alunos preferem ficar sem a nota a fazerem o trabalho ou ainda tentam me ludibriar, inventando respostas ou copiando resumos da internet. Diante disso, uma realidade indisfarçável não pode deixar de vir à tona: o brasileiro lê muito pouco, não tem o hábito da leitura e não gosta de ler.

Então há que se fazer a pergunta que não quer calar: o que é preciso para incentivar o hábito da leitura, para fazer com que o brasileiro leia mais, que se interesse mais pela literatura? A dura realidade é que o jovem brasileiro não se interessa pela leitura. Há muitas outras coisas mais interessantes para ele. Faz-se necessário, que o gosto pela leitura seja estimulado pela escola, pelos pais ou responsáveis por sua educação.

Existem vários culpados da falta desse hábito nos jovens da atualidade, mas o maior deles ainda é a educação que é deficiente e não está fazendo o papel que deveria. 

A educação brasileira está num processo de deterioração. O sistema de ensino sofreu mudanças, nos últimos anos, que ao invés de melhorar o aprendizado do primeiro e segundo graus, tornaram complexos os métodos já existentes e que ainda funcionavam. Antes, era possibilitado ao aluno que fosse alfabetizado na primeira série e se isso não ocorresse, não avançaria para a série seguinte. Hoje, com modificações equivocadas, existem crianças no terceiro ano que não conseguem dominar a leitura e a escrita. 

Verifica-se que a educação, neste país, está caminhando para a falência e não está se fazendo muita coisa para mudar isso, pelo contrário, cada vez mais os governantes inventam “novidades” que só vêm para atrapalhar a aprendizagem. O que interessa mesmo às classes governamentais são os números e não a qualidade do ensino. Se a escola não mudar, se a educação não possuir mais qualidade, essa lacuna que é a falta de tempo, o impedimento de inserir aulas de leitura e interpretação para infundir no aluno em formação o gosto pela leitura, continuará. 

E nossos alunos crescerão sem o estímulo para a literatura, crescerão repetindo que “tem horror a ler” e entrarão na vida adulta e enfrentarão o mercado de trabalho sem qualificação para os “bons empregos”. E, com isso, não terão um bom salário. 

É uma bola de neve: se os pequenos leitores em potencial não aprenderem a gostar de ler, não gostarão de estudar, porque estudar significa ler e, consequentemente, terão que trabalhar mais e ganharão menos, tendo menos tempo e dinheiro para boas leituras. E os filhos deles terão o mesmo destino porque em casa que não têm livros, crianças não são estimuladas a leituras, pois não se gosta de uma coisa que não se conhece. 

Na verdade, precisamos de mais atenção e dedicação do poder público pela educação. Senão tivermos uma educação conveniente, nossos alunos não serão adultos com gosto pela leitura e a praga, aquela que diz que “brasileiro não lê”, continuará a andar em volta de nosso país. Sendo assim, a maneira para fazer com que os brasileiros leiam mais é, acima de tudo, uma educação de qualidade. Necessitamos cobrar isso dos governantes. Ainda existem professores
dedicados e abnegados, mesmo com toda a desqualificação que sofrem, em nossas escolas públicas e que são exemplos ao mostrar sua prática e tentar incentivar seus alunos a ler.

                                                                                           Dorisa Luz

Todos os direitos reservados.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

DITADOS POPULARES:



Muitas vezes utilizamos alguns ditados populares em nosso dia a dia, mas desconhecemos sua origem.
Quer saber como tudo começou?? Então divirta-se...

CHÁ DE CADEIRA – Tem a ver com atraso; com muito atraso. Historicamente, os nobres e fidalgos consideravam-se superiores às outras pessoas. Quando seus súditos queriam alguma audiência, eles eram acomodados em cadeiras e esperavam muito até serem atendidos, pois seus senhores atrasavam bastante para salientar o privilégio de poder fazê-lo. Os empregados, então, serviam chá para essas pessoas, que “mofavam” nas salas de espera, como uma forma de amenizar os longos atrasos. Daí surgiu essa expressão.

CHATO DE GALOCHA – Significa pessoas muito chatas, resistente e insistente. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o chato de galocha seria um chato resistente e insistente.

CHEGAR DE MÃOS ABANANDO - Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem. Portanto, chegar de mãos abanando é não carregar nada. Ele chegou de mãos abanando ao aniversário, significa que não trouxe presente para o aniversariante, que terá de se satisfazer apenas com a presença do amigo.

CHORAR AS PITANGAS - O nome pitanga vem de pyrang, que, em tupi, significa vermelho. Portanto, a expressão se refere a alguém que chorou muito, até o olho ficar vermelho.

COM A PÁ VIRADA - Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio. Mas sua origem tem relação com o instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada" tem outro sentido. Ele é O "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil, com o passar do tempo. E aqui está um exemplo.

COLOCAR NO PREGO - A origem dessa expressão vem do fato de que nas antigas casas comerciais – tabernas, empórios, farmácias – existia um prego onde o comerciante espetava as contas de quem pedia para pagar depois. Quando o freguês retornava para quitar a dívida, o dono tirava os papéis do prego, somava os valores e cobrava. Colocar no prego é colocar no pendura, comprar fiado, pagar depois. Ainda hoje alguns comerciantes, que não gostam disso, exibem um cartaz bem visível que avisa: “Fiado só amanhã”.

CONTO DO VIGÁRIO - Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma delas... Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

DA COR DE BURRO QUANDO FOGE – O ditado original era “corra de burro quando (ele) foge”, que era um aviso de perigo próximo e iminente.

DAR COM OS BURROS N`ÁGUA - A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde alguns dos burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

DE CABO A RABO - Significado: Total conhecedor. Conhecer algo do começo ao fim. Histórico: Durante o período das grandes navegações portuguesas, era comum se dizer total conhecedor de algo, quando se conhecia este algo de "cabo a rabah", ou seja, como de fato conhecer todo o continente africano, da Cidade do Cabo ao Sul, até a cidade de Rabah no Marrocos (rota de circulação total da África com destino às Índias).

DE MEIA-TIGELA - Na linguagem popular, é coisa de pouco valor. A origem da expressão nos leva aos tempos da monarquia portuguesa. Nela, as pessoas que prestavam serviço à Corte – camareiros, pajens, criados em geral – obedeciam a uma hierarquia, com obrigações maiores ou menores, dependendo do posto de cada um. Alimentavam-se no próprio local de trabalho e recebiam quantidade de comida proporcional à importância do serviço prestado. Assim, alguns comiam em tigela inteira, outros em meia-tigela, critério definido pelo Livro da Cozinha del Rey e rigorosamente observado pelo funcionário do palácio, que supervisionava as iguarias que chegavam à mesa real – na verdade, o grande fiscal da comilança palaciana. Hoje, essa prática deixou de existir, mas ficou o sentido figurado da expressão, que continua designando coisas ou pessoas irrelevantes no seu meio social.

DEIXAR AS BARBAS DE MOLHO - Na antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje nessa expressão, que significa ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se.

NAVEGAR É PRECISO . . . VIVER NÃO É PRECISO – Muitas pessoas atribuem a frase ao poeta português Fernando Pessoa, que apenas a citou. Na verdade, seu berço é romano. O historiador Plutarco atribuiu esta frase ao general romano Pompeu. Naquela época havia fome em Roma e Pompeu foi encarregado para abastecer a cidade de gêneros alimentícios. Para isso organizou uma frota que foi à África, à Sicília e à Sardenha. No dia do regresso, com os navios carregados de trigo e outros grãos para alimentar a população, começou uma fortíssima tempestade. Os marinheiros, temerosos, quiseram adiar a viagem de retorno. Foi quando Pompeu, sabendo das dificuldades que passavam seus compatriotas, reuniu a marujada apavorada e fez uma histórica apelação, na qual teria dito a famosa expressão. Isso persuadiu a tripulação e a frota levantou âncora. A expressão até hoje é citada em momentos de graves decisões e serve de vigoroso estímulo a medrosos e indecisos.

NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE – Por incrível que pareça, há uma flor repulsiva ao olfato. É a flor-cadáver, que apesar de linda, fede. Originária das florestas tropicais da Sumatra, é a flor mais malcheirosa do mundo. Antes de desabrochar, praticamente não tem cheiro, mas quando floresce libera um odor fétido, parecido com um cadáver exposto depois de vários dias. E assim, essa expressão popular lembra a pessoa pouco recomendável, que não merece confiança e, portanto, deve ser evitada.

NÃO ENTENDER PATAVINAS - Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina significa não entender nada.

NECA DE PITIBIRIBAS - O termo neca equivale a nada e vem do latim nec, que significa não. De acordo com o dicionário Houaiss, o termo pitibiriba (ou pitibiribas) é tipicamente brasileiro. Ele quer dizer nada ou coisa alguma. Então foi só juntar os dois termos, apenas para reforçar.

NOVINHO EM FOLHA - De acordo com Flávio Vespasiano Di Giorgi, professor de Lingüística da PUC, a expressão “novinho em folha” surgiu em alusão a livros recém-impressos, que estariam com as folhas limpinhas, sem dobras, riscos ou diferenças na coloração. Eram livros, portanto, “novinhos em folha”.

O QUE É DO HOMEM, O BICHO NÃO COME - A frase quer dizer que as características intrínsecas às pessoas não podem ser modificadas por fatores externos. O “bicho” representa a sociedade, as leis, regras ou até outras pessoas. Segundo o dito popular, não adianta nenhum destes “bichos” lutarem contra os sentimentos e características arraigados em alguém.

O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER – Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade. Parece que a expressão surgiu em 1647, em Nimes, na França, na universidade local. Naquela época, o doutor Vicent de Paul D'Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

OLHOS DE LINCE - Ter olhos de lince significa enxergar longe, uma vez que esses bichos têm a visão apuradíssima. Os antigos acreditavam que o lince podia ver através das paredes.

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS - Significado: Lugar longe, distante, inacessível. Histórico: Depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Não sabemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão vem atravessando vinte séculos. Há também muitas expressões com o mesmo significado e o mesmo “personagem”, como “no calcanhar do Judas”, “cafundó do Judas, etc.

OVO DE COLOMBO - Expressão muito conhecida. É aquilo que parece não ser possível fazer, mas se revela muito simples e fácil, depois de feito. Seu berço está no nome de Cristóvão Colombo, o descobridor da América. A historinha, que nem todos conhecem, é a seguinte: de volta à Espanha como herói por haver descoberto o Novo Mundo, foi homenageado pelo cardeal Pedro Gonzalo de Mendonza com um lauto jantar. Nele, um fidalgo, ciumento e despeitado, menosprezou o feito de Colombo, garantindo que qualquer um poderia ter feito a descoberta, pois já era sabido que existiam terras a oeste. A essa crítica, Colombo evidentemente não poderia dar resposta imediata. Optou então por uma brincadeira cheia de significação: tomou um ovo, convidou todos os presentes a pô-lo de pé. Cada um tentou, mas em vão. Aí, Colombo quebrou a casca de uma extremidade do ovo e, pondo-o de pé, demonstrou com simplicidade como era fácil descobrir o caminho do Novo Mundo – depois que alguém já o tivesse feito. . .

PASSAR A MÃO NA (OU PELA) CABEÇA – A expressão parece ter seu berço no costume judaico de abençoar seus filhos ou netos convertidos ao cristianismo (cristãos-novos), passando-lhes a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronuncia uma bênção. É uma convicção de que essa atitude atrai a aprovação de Deus. Atualmente significa perdoar ou acobertar erro ou até crime praticado por um protegido.

PEGAR NO BICO DA CHALEIRA – Expressão ainda usada no Brasil. Significa bajular, incensar, gabar servilmente. Seu berço foi no Rio de Janeiro, então capital federal, a partir da poderosa figura do general José Gomes Pinheiro Machado, senador pelo Rio Grande do Sul, presidente do Partido Republicano Conservador, homem forte do Legislativo brasileiro e por 20 anos, entre 1895 e 1915, eminência parda de muitos governos. Ele, como todo bom gaúcho, mantinha na sala de sua casa uma pequena chaleira com água quente para alimentar sua bomba do chimarrão. Choviam-lhe políticos para obter sua bênção e favores. Todos disputavam o privilégio de segurar a chaleira para o chimarrão que o caudilho tomava, poupando ao senador o trabalho de preparar ou servir sua bebida preferida. Na ânsia de serem os primeiros, seguravam a chaleira por onde melhor calhasse: pelo cabo, pelo bojo e até pelo bico - neste caso, queimando os dedos. Mas que importava? Valia uma dorzinha besta para conseguir vantagens. O hábito acabou gerando o verbo chaleirar, praticado pelo chaleirador, o adulador, puxa-saco, etc.

PEGAR NO BREU – Vem dos tempos em que era comum soltar muitos balões nas festas juninas. A tocha deles era feita de sacos de estopa molhados com parafina de velas derretidas. No centro dessa mecha havia breu, substância escura e inflamável, muito utilizada também na produção de colas, tintas e vernizes. Quando o fogo atingia o centro da mecha, o balão tomava força e subia rapidamente. Dizia-se então que o balão havia pegado no breu (pegado impulso). Atualmente, a expressão designa situação que não pode inverter o rumo nem retornar à etapa anterior.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA - A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

PERDER (OU GASTAR) O LATIM – O latim ainda é a língua oficial do Vaticano. Até o século 18, era o idioma da comunicação dos mais letrados. A expressão é comumente utilizada para designar o trabalho improdutivo, a realização de um esforço vão ou um discurso ou apresentação de uma idéia onde ninguém presta atenção ou acredita.